Maio registrou 637 mil toneladas e 27 navios atendidos; administração atribui resultado à consolidação do complexo como centro logístico estratégico para o Sul do Brasil

Os números foram divulgados pela própria autoridade portuária em seu site oficial e representam o acumulado de todos os terminais que operam dentro do complexo. A SCPar Porto de Imbituba — empresa vinculada ao governo de Santa Catarina e responsável pela gestão do porto desde 2012 — destacou que o resultado reforça a posição estratégica do terminal no corredor logístico sul-brasileiro, atendendo cadeias que vão de granéis sólidos e líquidos a carga geral e projetos especiais, como componentes eólicos. O dado de maio, isoladamente, sugere um crescimento de aproximadamente 9,8% em relação ao mesmo mês de 2024, quando a movimentação havia ficado na casa de 580 mil toneladas — embora a administração não tenha incluído essa comparação no material divulgado. Se confirmada, a variação positiva se soma a uma trajetória de expansão consistente que o porto vem registrando desde 2020, impulsionada por investimentos em dragagem de manutenção, ampliação de berços e novos contratos de arrendamento com operadores privados. Em 2024, o complexo fechou o ano com cerca de 8,2 milhões de toneladas movimentadas, tendo como carro-chefe os granéis sólidos — sal, arroz, milho e fertilizantes —, além de granéis líquidos e cargas de projeto. O acumulado parcial de 2025 coloca o porto em ritmo para igualar ou superar esse patamar, a depender do comportamento do segundo semestre, historicamente mais aquecido para commodities agrícolas. A divulgação não detalhou a distribuição da carga por tipo de mercadoria, por terminal ou por berço de atracação — lacunas que limitam uma leitura mais precisa sobre quais segmentos estão puxando o crescimento. Também não foram informados comparativos percentuais com o primeiro quadrimestre de 2024, nem projeções para os próximos meses. Procurada, a SCPar não havia se manifestado sobre esses recortes até o fechamento desta edição. Para os setores produtivos do sul catarinense — embarcadores, importadores e operadores logísticos que dependem do porto como porta de entrada e saída de insumos —, o desempenho consistente é um sinal positivo. A manutenção do ritmo de operações reduz gargalos de escoamento, especialmente para a safra de grãos e para a cadeia de fertilizantes, que utiliza Imbituba como ponto de descarga e distribuição regional. O próximo trimestre deve ser decisivo para confirmar se o crescimento observado em maio se sustenta ou se foi apenas um pico pontual dentro do calendário de embarques.
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