Decisão sobre antimicrobianos afeta frigoríficos da região; especialista vê chance de reverter antes do prazo

O motivo do veto é técnico: a Europa quer garantia de que o Brasil controla direito o uso de antimicrobianos na criação de gado, frango, cavalo e peixe. São remédios usados para manter os bichos saudáveis, mas que precisam respeitar prazos e ser aplicados só quando necessário. O bloco europeu diz que o país não apresentou provas suficientes de que segue essas regras.
Para Santa Catarina, o impacto é real. O estado é líder nacional em exportação de carne de frango e suína, com gigantes como BRF e Aurora espalhadas pela região. Imbituba não exporta carne diretamente para a Europa, mas sente o efeito na cadeia: frigoríficos menores, preço no mercado interno e escoamento regional dependem do equilíbrio do setor. O Rio Grande do Sul é o terceiro maior exportador de frango do Brasil e também pesa na carne bovina.
Júlio Barcellos, coordenador do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos da UFRGS, acredita que dá tempo de reverter. "A cadeia está estruturada, as entidades estão trabalhando e a gente acredita que dentro do prazo a pecuária brasileira vai atender os requisitos", afirmou. Ele explica que algumas substâncias já proibidas na Europa estão sendo banidas também no Brasil por meio de instruções normativas. "A prova não é tão complexa e beneficia tanto o consumidor europeu quanto o brasileiro."
Quem espera carne mais barata no açougue pode tirar o cavalinho da chuva. Barcellos não vê perspectiva de queda no preço interno porque o Brasil já tem déficit de oferta de carne bovina. A Europa precisa de fornecedores e o país não pode contar só com essa necessidade para empurrar as regras com a barriga. Agora é o Governo Federal quem conduz as negociações diplomáticas e emite as normas sanitárias para tentar destravar a situação antes de setembro.
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