O Ministério Público de Santa Catarina ajuizou ação civil pública pedindo a suspensão das obras de alargamento da faixa de areia na Praia de Itapema. A ação aponta discrepâncias técnicas no projeto de engordamento da orla e divergências financeiras que podem elevar o custo total da obra para aproximadamente R$ 200 milhões.

A ação civil pública, protocolada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), questiona tanto os aspectos técnicos do projeto de engordamento da orla quanto a consistência dos números que sustentam a contratação. Segundo o MPSC, as divergências financeiras identificadas podem fazer com que o custo total da intervenção salte para a casa dos R$ 200 milhões — valor muito acima do inicialmente estimado para a obra em Itapema, município localizado a cerca de 70 quilômetros ao norte de Imbituba, já na divisa com Balneário Camboriú e Porto Belo, no Litoral Norte catarinense. O órgão ministerial pede a suspensão imediata dos trabalhos até que os pontos técnicos e financeiros sejam devidamente esclarecidos e corrigidos, se for o caso. Ainda não há decisão judicial sobre o pedido liminar.
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